Conjunto Penal de Teixeira de Freitas celebra a Páscoa com projetos e ações de ressocialização
O Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF) celebrou a Páscoa com uma
programação especial voltada à ressocialização dos estudantes privados de
liberdade. Durante todo o mês de abril, a unidade promoveu o projeto "História
e Memórias da Páscoa", integrando ações pedagógicas, religiosas e
familiares com o objetivo de proporcionar reflexão, aprendizado e fortalecimento
de vínculos afetivos.
A iniciativa faz parte do Plano de Ação elaborado
durante a Jornada Pedagógica de 2025 e envolveu a participação ativa da
coordenação pedagógica e educacional, professores da unidade, representantes da
igreja evangélica e familiares dos internos.
A culminância do projeto ocorreu nos dias 15 e 17
de abril, nos pátios B e A, respectivamente. Coincidentemente, os dois eventos
foram realizados em dias de visita, o que possibilitou a presença e
participação direta dos familiares, tornando os momentos ainda mais
significativos.
Durante as atividades, os estudantes da EJA puderam
conhecer a origem histórica e os significados culturais e religiosos da Páscoa
por meio de palestras, apresentações e dinâmicas conduzidas por educadores e
representantes religiosos. O projeto também abriu espaço para relatos de
experiências pessoais, reflexões sobre recomeços e esperança, temas que
dialogam diretamente com o processo de reintegração social.
Um dos momentos mais emocionantes da programação
foi a entrega de ovos de Páscoa às crianças e familiares presentes. Ao todo,
foram produzidos artesanalmente 500 ovos de 100 gramas, dentro da
própria unidade, com o apoio da professora Moniele, que orientou todo o
processo de fabricação. Os materiais utilizados foram obtidos por meio de doações,
e a produção seguiu um modelo caseiro, reforçando o caráter educativo e
colaborativo da ação.
Para o coordenador pedagógico André Almeida,
ações como essa fortalecem o sentido da educação como ferramenta de transformação.
Já o coordenador educacional Orlndo Berbel
ressaltou a importância do envolvimento coletivo na execução das ações:
"A união entre professores,
equipe gestora, religiosos e familiares mostra que é possível construir
caminhos de ressocialização. Quando todos se unem em torno de um propósito, os
resultados são visíveis no comportamento e nas atitudes dos custodiados", afirmou.
O diretor do Conjunto Penal, Charles de Souza
Martins, também acompanhou as atividades e fez questão de reforçar o
compromisso da gestão com práticas humanizadas dentro do sistema prisional:
"Nosso objetivo é oferecer
condições reais para que cada pessoa privada de liberdade possa reconstruir sua
trajetória. A educação, o trabalho e o apoio da família são ferramentas
fundamentais nesse processo. Projetos como esse reafirmam nosso compromisso com
uma gestão voltada para a dignidade humana", afirmou
o diretor.
A equipe do Conjunto
Penal agradece, de forma especial, à diretora do Colégio Estadual
Machado de Assis, professora Rosa Martins de Souza Passos, pelo apoio
contínuo à educação no sistema prisional e pela parceria que torna possíveis
ações transformadoras como esta.
A ação é mais uma entre diversas atividades
promovidas pelo CPTF que buscam oferecer caminhos reais de ressocialização por
meio da educação, espiritualidade e fortalecimento de laços familiares, pilares
fundamentais para a construção de uma nova trajetória fora do sistema prisional.
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